Primeiro volume da trilogia que consolidou a fantasia sombria brasileira como território próprio. A ação se passa na Zona da Mata pernambucana, onde a decadência do açúcar abre espaço para uma assombração que tem menos a ver com fantasmas e mais com dívidas não pagas.
O romance alterna a narração de Dona Eulália, herdeira relutante do engenho, com os registros de um padre enviado para investigar o caso, e vai fechando o cerco até que as duas versões se tornem incompatíveis.
Trecho
A moenda girou às três da manhã, sem boi, sem homem e sem vento. Eulália contou as voltas da cama, e na sétima entendeu que não estava contando voltas, e sim nomes.